Bar / Restaurante · Crítica

O pós reforma do Póstudo

Antes, eu o descreveria assim: clima aconchegante e um dos quibes mais gostosos da cidade. Taí um bar que gostei de cara, desde a primeira vez que fui: o Póstudo (Rio Vermelho – Salvador). Apesar da chatice toda de ser o bar do “mitiê” do rock e blábláblá – que eu não tenho a menor paciência – e do atendimento quase sempre muito ruim, eu nunca deixei de frequentar o local porque achava bacana mesmo.

Há pouco tempo, o bar fechou as portas para uma grande reforma. Na expectativa de conferir as novidades, dei um pulo lá num final de semana e, infelizmente, me decepcionei. O tal do clima aconchegante foi divido ao meio. Sim! É que eles fecharam metade do bar numa redoma de vidro, com ar condicionado e mesas arrumadinhas, tipo um restaurante.

Pronto. É isso: o Póstudo agora tem um restaurante no meio do bar! Ficou feio.

O cardápio foi outra surpresa ruim. Adicionaram fotos para ilustrar os pratos, mas, aparentemente, não tiveram muito cuidado na escolha. Todas em baixa resolução, distorcidas, com iluminação ruim, mal tiradas, sem foco.  O que era pra ser um plus, que atrairia o cliente a querer comer isso ou aquilo, faz você franzir a testa e pensar: na moral, o que é isso?

Pensei: Ok. Vou beber algo.

– Moço, boa noite. Você me consegue uma coca zero, num copo com limão e gelo, por favor?

– Senhora, Coca só tem normal. Mas temos guaraná zero.

– Tudo bem. Pode ser um guaraná zero.

– Desculpe, senhora. Não temos nenhum refrigerante zero nem light/diet.

– E tem H2O? Aquarius? Alguma coisa sem açúcar, que não seja água?

– Não. Nada.

Com o coração apertado, já prevendo o pior, pedi a minha amada porção de quibes fritos. Que pena. Entraram no hall da reforma e também já não são mais os mesmos. Não gostei! Fiquei arrasada.

O atendimento – o que mais precisava de reforma, diga-se de passagem – continua o mesmo. Exceto por uma senhora loira super agradável e educada, que nos ajudou a regular o ar condicionado: primeiro estava desligado, depois passou a congelar o nosso cérebro.

Passamos quase meia hora esperando a conta chegar à nossa mesa. Não veio. Resolvemos, então, ir direto ao caixa e descobrimos que o único computador da casa havia queimado, atrasando tudo, e NINGUÉM NOS AVISOU. Depois de dois erros na conta, conseguimos pagar e ir embora.

Não fotografei nada. Não tive clima.

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2 comentários em “O pós reforma do Póstudo

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