Cozinha Internacional · Viagem

Ai, ai, a culinária Parisiense…

Pra mim, comer é uma atividade que se faz em conjunto. Acho uma tristeza comer sozinho e fico melancólica quando acontece comigo. A comida não cai bem, não sei explicar. Não gosto e ponto.

Essa é uma das coisas que mais lamento entre os hábitos de minha família: quase nunca comemos juntos. Acho lindo quando uma família senta-se à mesa, conversa e se diverte. Tá bom que no dia a dia é difícil, mas, lá em casa, isso também não rola nos fins de semana e, ultimamente, nem nas datas especiais.

Só lembro de ter gostado de fazer uma refeição desacompanhada uma única vez, quando fui a Paris (me senti o máximo agora). Aliás, eu não só gostei como amei e desejei loucamente que isso acontecesse.

Viajei pra lá sozinha, meu intercâmbio na Europa estava acabando no momento em que eu sentia que mais precisava ficar lá. Estava tristonha, de coração partido. Pra curar, nada melhor que um bom prato de comida, eu e eu, numa avenida movimentada de Paris.

Caminhei de bistrô em bistrô, de restaurante em restaurante a fim de achar o lugar perfeito para o meu momento de paz interior. Escolhi um bem pequeno, calmo e vazio. Do cardápio, pedi um risoto com legumes, camarão e outras coisas que eu não me lembro mais. E como tava tão bom!

o prato já era lindo e o gosto estava ainda melhor do que a cara!

Sobre todas as outras experiências gastronômicas que tive na capital francesa (exceto um crepe de rua delícia de mamãe), não posso dizer o mesmo. Até o café da manhã do hotel era meia boca. O croissant não tinha gosto de nada! Pois eu me retei e peguei dois: com o primeiro eu fiz um misto – fingi que era pão, abri e coloquei queijo e presunto dentro – e o outro entupi de Nutella. Isso mesmo. Nem sei se podia, se era falta de educação ou de respeito com a cultura local. Minha preocupação foi salvar a primeira refeição do meu dia.

fui feliz com este crepe

Mas o pior, a maior decepção de todas foi com os macarrons. Comprei uma caixa que custou 12 euros e vinha com 10 unidades. Lindos, coloridos e HORRÍVEIS! Juro. Tinham gosto de sabonete! Uma lágrima solitária da mais profunda tristeza rolou em meu rosto quando provei um de cada e concluí que nenhum deles se salvava. Fiquei com tanto ódio no coração que não tirei foto nenhuma. Trouxe pro Brasil e ninguém lá de casa gostou. Uns acabaram indo pro lixo, acreditem!

Enfim, Paris é linda e super voltaria lá, mas, da próxima vez, vou levar uma marmita.

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4 comentários em “Ai, ai, a culinária Parisiense…

  1. oh amiga,jura? Fiz refeições maravilhosas em Paris! E, em prédio – q não lembro o nome – perto Torre Eiffel comi os macarrons mais caros e mais maravilhosos do mundo! Saudade do pan au chocolat no café da manhã! :~~

  2. Paris não é so linda, ela também é considerada um dos centros gastronômicos mais importantes do mundo e não sem razão. Da proxima vez, que tal tentar fazer melhores escolhas (cafés da manhã de hotéis não são os melhores lugares para encontrar os melhores croissants, sugiro uma boulangerie) e investimentos (também não gosto de macarons, mas é fato que quanto mais caros eles forem, melhores serão – não se engane, os seus foram baratos)? Uma blogueira que escreve sobre comida querendo levar marmita pra Paris não pode estar querendo ser levada a sério…

    1. Oi, Roberto
      Não sei se ficou claro, mas este post é só um relato da minha experiência de “intercambista-sem-dinheiro” e o objetivo deste blog é falar de comer de forma bem humorada. Em Paris, não acertei mesmo! E a culpa deve ter sido minha, sim. rs

      De forma alguma quis desfazer do potencial gastronômico da cidade…como boa apreciadora de comidas em geral, reconheço sua importância, não me entenda mal. Relendo, entendo que posso não ter me expressado muito bem, talvez pela informalidade aqui proposta. Não é uma questão de querer ou não ser levada a sério, mas de trocar experiências boas e ruins e se divertir um pouco sem grandes pretenções.

      Espero um dia poder voltar a Paris e, no lugar da marmita (rs), levarei suas sugestões e dicas comigo. Obrigada pela contribuição e mantenhamos a leveza e o bom humor. 🙂
      Volte sempre que quiser.
      Abs, Lali.

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